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Campnhas de opinião, realizadas pelos media, tentam regularmente fazer uma amalgama entre “morrer com dignidade” e “morte suave”, também chamada “vida interrompida”.
Escolher a morte voluntariamente, agora que se goza de saúde, para seguir um ser querido, não é a mesma coisa que acolher a morte porque se sabe ameaçado por uma degradação procedente da doença ou da velhice.
Outra coisa é ainda pedir a morte porque se sofre muito : neste caso unicamente as unidades de cuidados paliativos podem ser uma solução porque aí se tem em conta este grito de angústia.
Existe uma maneira de morrer dignamente que não é nem o suicídio nem a eutanásia.
É a oferenda da sua vida à Misericórdia de Deus, para que esta vida não seja suprimida mas transfigurada. Isso pode representar um escândalo para alguns, hoje como ontem.
E o cristão não tem, certamente, o direito de impor esta visão aos seus irmãos e irmãs incrédulos. Mas também não tem o direito de a esconder.
É por isso que não pode aceitar que a « dignidade » da morte seja anexada pelos defensores do suicídio e da eutanásia e que seja a única saída apresentada como exemplar a quem quer morrer « dignamente ».